Anestesia em Cirurgia Plástica Londrina, Paraná, Brasil - Anestesia Londrina - Anestesista Londrina

Anestesia em Cirurgia Plástica Londrina, Paraná, Brasil - Dr Hussein Fayez Mohanna

 

Dr. Hussein Fayez Mohanna - Anestesia em Cirurgia PlasticaAnestesia em Cirurgia Plástica

Avaliação e preparo pré-operatório em Cirurgia Plástica

O principal objetivo desta avaliação é diminuir a ansiedade pré-operatória, amenizar as complicações anestésicas cirúrgica, esclarecer dúvidas, planejar e definir a técnica anestésica visando oferecer maior segurança e conforto para o paciente. Tal avaliação irá proporcionar confiança e bom relacionamento entre médico e paciente.

No exame clínico do paciente devemos pesquisar as doenças existentes como aquelas que causam os seguintes problemas: 

1) Cardiovasculares: Hipertensão Arterial, Doença Coronariana e Arritmias.
2) Respiratórios: Asma, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica e Tabagismo.
3) Neurológicos: Depressão, Convulsão e Isquemia Cerebral.
4) Endocrinológicos: Diabetes e  Doença da Tireóide.
5) Gastrointestinais: Úlceras e Gastrites.
6) Renais: Insuficiência Renal.
7) Hepáticos: Alcoolismo, Cirrose e Hepatite.
8) Hematológicos: Sangramentos, Púrpuras, Petéquias, Hematomas e Anemia.
9) Imunológicos: Atopias e Alergias.

Devemos pesquisar também as complicações anestésicas anteriores não só do paciente que irá se submeter ao ato anestésico-cirurgico atual, mas também de seus familiares, tais como: Consciência perioperatória, náuseas, vômitos pós-operatórios, dificuldade de entubação traqueal, cefaléia pós-bloqueio espinhal, dor pós-operatória, parada cardíaca e se o paciente é ou não portador de hipertermia maligna.

O paciente deve informar qualquer hábito social ou vícios relacionados ao álcool, drogas ilícitas e tabagismo. O tabagismo aumenta os níveis de carboxihemoglobina no sangue dificultando a oxigenação tecidual adequada para os tecidos, prejudicando a cicatrização cirúrgica. Neste caso o cigarro deve ser suspenso por no mínimo uma semana antes da cirurgia.  No entanto, seria ideal de 6 a 8 semanas antes. A ingestão de bebidas alcoólicas, a suspensão é de no mínimo 24 horas antes da cirurgia. O uso de drogas ilícitas como maconha, cocaína e crack deverá ser informado ao anestesiologista de forma objetiva e direta, pois essas se não informadas podem trazer serias complicações ao paciente levando-o até mesmo ao óbito. A data da última menstruação é muito importante para evitar anestesiar uma paciente grávida no primeiro trimestre de gestação o qual poderá trazer varias complicações ao feto. A tolerância ao exercício nos traz informações da condição funcional do paciente. Histórias de reações alérgicas ao iodo, antibióticos, analgésicos, antiinflamatórios, alergia alimentar como frutos do mar que tem relação com o iodo, alergias a frutas como o kiwi, abacaxi, banana e abacate que tem relação ao látex. Em caso de suspeitas devem ser submetidos ao teste cutâneo e laboratoriais.

 

Suspensão dos Medicamentos antes da Cirurgia Plástica

  1. Daonil (glibenclamida) deve ser suspenso 24 horas antes da cirurgia.
  2. Diabenese (clorpropamida) deve ser suspenso 36 a 48 horas antes das cirurgias e substituídos por insulina regular para controle da glicemia antes e durante a cirurgia.
  3. A Insulina NPH deve ser suspensa 24 horas antes da cirurgia e iniciar a insulina regular.
  4. AAS (ácido acetil salicílico) de dosagem acima de 100mg/dia deverá ser suspenso 15 dias antes do ato cirúrgico. Tal suspensão diminuirá o risco de aumento do sangramento na cirurgia, risco de hematoma e compressão medular na anestesia se esta for bloqueio regional.
  5. HBPM (Enoxaparina) deve ser suspenso por 12 a 24 horas.
  6. Heparina cálcica ou sódica suspenso 6 horas antes da cirurgia.
  7. Ticlopidina (Ticlid) suspenso 15 dias antes do ato cirúrgico.
  8. Antidepressivo tricíclico (Amitriptilina) deve ser suspenso 3 dias antes ou até mesmo não suspenso, depende do tempo em que o paciente esta fazendo uso do medicamento, pois em alguns casos a suspensão pode agravar o quadro psiquiátrico.
  9. Inibidores da Monoaminoxidase (MAO=Parnate) devem ser suspensos no mínimo 15 dias antes da cirurgia.
  10. Inibidores do apetite (Sibutramina = Reductil)  deve ser suspenso 15 dias antes do ato cirúrgico.
  11. Inibidores da enzima conversora de atensina suspenso no dia da cirurgia.
  12. Varfarina (Marevan) suspender 3 a 5 dias antes da cirurgia e substituir por heparina.
  13. Ginko Biloba suspender 15 dias antes da cirurgia.
  14. Ginseng suspender 7 dias antes da cirurgia.

A suspensão dos hipoglicemiantes orais é para evitar hipoglicemia durante o jejum pré-operatório. Durante a cirurgia a glicemia do paciente é controlada pelo anestesiologista e no caso de hiperglicemia fazemos insulina regular para correção da mesma.

No dia da cirurgia o paciente deverá estar no hospital uma hora antes da realização do procedimento, em jejum de oito horas para sólidos (lembrando que o leite é considerado sólido) e de quatro horas para líquidos.  O médico anestesiologista fará uma visita ao paciente ainda no quarto, para ter melhor conhecimento do seu histórico de saúde, com o intuito de dar maior segurança e tranqüilidade. Também será explicada qual a melhor anestesia para o procedimento proposto. Após definida o tipo de anestesia o paciente receberá um comprimido (Dormonid) que irá diminuir a ansiedade e a tensão pré-cirúrgica. Em seguida o paciente será encaminhado ao centro cirúrgico pela equipe de enfermagem.

Lembrando que algumas medicações de uso contínuo deverão ser informadas ao anestesiologista no dia da definição do procedimento cirúrgico.

Dependendo da cirurgia e fatores de risco do paciente, o mesmo tomará uma injeção de clexane 12 horas antes da cirurgia para profilaxia de trombose e embolia pulmonar que será administrada pelo farmacêutico. Lembrando que em todos os pacientes usamos também outro recurso, o flhebo press (bota que será instalado no paciente a qual faz massagem nos MMII, mantendo a circulação ativa) evita também a trombose venosa profundo. Este aparelho ficará com o paciente durante a cirurgia e durante sua permanência no hospital.

Os inibidores de apetite atuam diretamente no sistema nervoso central liberando noradrenalina e inibindo a sua recapitação, resultando em aumento da quantidade de noradrenalina nas fendas sinápticas e levando a um estado de hiperestimulação simpática, a um aumento da pressão arterial, taquicardia e arritmia cardíaca. A suspensão dos Inibidores da ECA (captopril e enalapril) é devido ao risco de hipotensão após a anestesia.

No centro cirúrgico, antes do paciente ser submetido a anestesia, o médico anestesiologista irá instalar um acesso venoso, o qual poderá ser em um dos membros superiores que terá melhor via de acesso ( veia )  para introdução de soro e  medicamentos (analgésicos, antibióticos, antiemeticos e  sedativos). Nesse momento fazemos anestesia local com 0,5ml de xylocaína à 2% sem vasoconstritor,  assim o paciente não irá sentir dor para introdução do acesso venoso. Após será monitorizado através de equipamentos eletrônicos (cardioscopio, pressão arterial não invasiva, oximetria de pulso, freqüência cardíaca e capnografia).  Através desses o anestesiologista terá como acompanhar todas as alterações fisiológicas e sinais vitais  que o organismo sofre durante todo procedimento anestésico-cirurgico.

 

Tipos de Anestesia em Cirurgia Plástica

 

Sedação

A sedação na cirurgia plástica sempre tem que ser realizada por um médico anestesiologista. Esta  tem como objetivo tranqüilizar e dar maior conforto para o paciente nas cirurgias plásticas de tempos mais curto.

Existem três tipos de sedação em cirurgia plastica:

Sedação Leve

Neste tipo de sedação usamos medicações geralmente  por via oral onde as mesmas proporcionam com que o  paciente responda a qualquer momento a um estímulo verbal porém sua coordenação pode estar comprometida. As funções cardiovasculares e respiratórias não sofrem alterações.

Sedação Moderada

Esta também chamada de sedação consciente, é um estado em que o paciente se encontra sedado com uso de medicações endovenosa. Essas medicações são classificadas como ansiolíticos e esses sempre são acompanhados com um analgésico ou anestésico local. Nesse tipo de sedação o paciente responde a estimulo verbal isolado ou estímulo tátil e o seu objetivo é deixar o paciente sem ansiedade e dor.

Sedação Profunda

Nesta usamos medicações endovenosa ansiolítica  e, hipnóticas os quais temo como efeito a depressão do sistema nervoso central onde o paciente ficará inconsciente, seguidas de analgésicos e anestésicos locais e regionais os quais tem como efeito a depressão da consciência. Dificilmente o paciente despertará com estímulos verbais  porém reagem ao estimulo doloroso. Às vezes a respiração espontânea fica comprometida obrigando o anestesiologista a intervir dando assistência a ventilação. A função cardiovascular geralmente é mantida. O médico que realiza este tipo de sedação tem que estar apto para recuperar qualquer alteração proveniente do uso destes sedativos.

Técnica da Sedação em Cirurgia Plástica

Após decidirmos este tipo de anestesia com o paciente no quarto o mesmo irá receber um comprimido de dormonid (15mg) e encaminhado para o centro cirúrgico pela equipe de enfermagem. No centro cirúrgico o paciente será monitorizado com pressão arterial não invasiva, oximetro de pulso, cardioscopio e cateter nasal com oxigênio, em seguida instalamos um soro em um dos membros superior com abocath 18G onde por este infundiremos além de soro fisiológico medicações como antibiótico profilático, sedativos, antiemeticos, analgésicos e etc.  Antes de iniciarmos este procedimento fazemos anestesia local com 0,5ml de xylocaína à 2% sem vasoconstritor,  assim o paciente não irá sentir dor para introdução do acesso venoso. O paciente será sedado e acompanhado pelo anestesista até o termino da cirurgia onde após seu despertar será encaminhado para o quarto orientado e consciente onde permanecerá acompanhado pela equipe de enfermagem ate o momento da alta a qual será realizada pelo cirurgião ou pelo anestesiologista.

Indicações da Sedação em Cirurgia Plástica

Vantagens da Sedação em Cirurgia Plástica

Desvantagens da Sedação em Cirurgia Plástica

 

Anestesia Geral

Na anestesia geral, temos que levar em consideração as seguintes situações:

No quarto após a realização da avaliação pré-anestésica e classificação do estado físico do paciente definimos junto com o paciente qual será a melhor anestesia a ser aplicada. Assim antes do paciente ir para o centro cirúrgico administramos por via oral 7,5-15mg de dormonid o qual lhe proporcionará uma diminuição da ansiedade, relaxamento, sonolência e amnésia.

Após o paciente já estar posicionado na mesa cirúrgica em decúbito dorsal horizontal (deitado de barriga pra cima), monitorizado com oximetro de pulso, pressão arterial não invasiva cardioscopio ( controle do ritmo cardíaco ) e já com acesso venoso, fazemos a profilaxia de infecção com 2 gramas de kefazol e 10 gramas de dexametasona para diminuir o risco de resposta alérgicas.  Ao iniciarmos a indução anestésica administramos antes 1,0 a 2,0 MG/kg de xylocaína a 2% sem vasoconstritor endovenoso para diminuir a hiperreatividade traqueal. O anestesiologista  induzirá o paciente a um sono profundo através de medicações anestésicas balanceadas, realizadas por via venosa onde as mesmas irão ter  efeito hipnótico, analgésico e bloqueadores neuromusculares. Em seguida será entubado (tubo posicionado via traqueal) este  será do tipo na maioria das vezes aramado e flexível, esse tubo será conectado a um aparelho de anestesia que será responsável por controlar e manter sua respiração, inconsciência e analgesia durante todo ato cirúrgico através de anestésico inalatório. No término da cirurgia o médico anestesiologista iniciará o processo de despertar e em alguns minutos após, o paciente já se encontrará acordado e encaminhado para sala de recuperação pós anestésica onde permanecerá até recuperar todos os reflexos e consciência. Lembrando que os fármacos anestésicos usados atualmente na anestesia geral promovem rápido despertar  e pouca atividade residual no organismo.

Eventos adversos imediatos e estratégia preventiva

Para profilaxia de dor fazemos bloqueios regionais ou locais proporcionando  menor uso de anestésico inalatório e medicações endovenosa alem de despertar mais rápido. Para emese nossa equipe cirúrgica utiliza 4mg de nausedron diluída em 250 ml de soro fisiológico a 0,9% no inicio e no termino da cirurgia e em alguns casos onde há histórico de vômitos no pós-operatório com anestesia geral usamos o droperidol onde diluímos uma ampola em 5 ml de água destilada e 30 minutos antes do termino da cirurgia fazemos ¼ da dose ou seja 0,625mg. No caso de tremores e agitação as causas mais prováveis são hipotermia, hipercarbia e dor. Para diminuir esses problemas devemos controlar a temperatura da sala, utilizar mantas térmicas, infundir soro aquecido, controlar a ventilação e fazer profilaxia para dor com bloqueios locais e regionais. Para que a extubação seja de forma tranqüila sem tosse, reação ao tubo traqueal, tremores e agitação que não são favoráveis a cirurgias plásticas podendo interferir no resultado da cirurgia utilizamos alguns recursos preventivos. Após ter realizado o curativo do paciente desligamos o agente inalatório, aumentamos a oxigenação, diminuímos a freqüência respiratória e alguns minutos após o paciente iniciar a ventilação espontânea neste momento fazemos 1,5 a 2,0 MG/kg de xylocaína e neostigmine+atropina para diminuir a hiperreatividade da traquéia e melhorar a reação ao tubo e garantir a reversão do relaxante muscular.

Indicações da Anestesia Geral em Cirurgia Plástica

Na verdade este tipo de anestesia pode ser realizado todos os tipos de cirurgia plástica isto dependerá do estado físico e mental do paciente avaliado na visita pré anestésica, da equipe cirúrgica e principalmente da preferência do paciente se este não apresentar nem uma restrição para este tipo de anestesia. Porém fazemos anestesia geral na maioria das vezes para:

Vantagens da Anestesia Geral em Cirurgia Plástica

Desvantagens da Anestesia Geral em Cirurgia Plástica

 

Anestesia Regional (Bloqueio, Peridural, Raqui)

Existem vários tipos de anestesias regionais, porém as mais utilizadas pela nossa equipe cirúrgica são: anestesia peridural (90%) e anestesia raquidiana.

Em qualquer tipo de anestesia o que dói realmente é a picada da agulha na pele pois neste momento o paciente se encontra em estado de ansiedade e estresse, por isso no nosso serviço sedamos o paciente antes de qualquer tipo de anestesia que irá usar agulhas além de fazermos inicialmente anestesia local na pele com agulha de insulina até mesmo para instalação do acesso venoso.

Anestesia Peridural

Este tipo de anestesia é realizado no neuroeixo (coluna vertebral) espaço peridural, espaço este localizado antes da medula espinhal. Após o paciente estar monitorizado, com acesso venoso ( Jelco=18),cateter nasal (oxigênio=2l/min. ) e sedado com Dormonid ( 0,05-0,1MG/kg ) e fentanil ( 50ucg=1ml) o paciente será posicionado em decúbito lateral (deitado de lado) será realizado anti-sepsia local e regional com clorexedine alcoólica 1% anestesia local ( pele, tecido celular subcutâneo, ligamento supra espinhoso, lig. Interespinhoso e ligamento amarelo ) com agulha 13x4,5 (agulha de insulina) e  25x7, seringa de 5ml com xylocaína a 2% ( 5ml) sem vasoconstritor , fazemos a peridural com a técnica de Dogliotti  com Novabupi 0,5% com vasoconstritor para prolongar a analgesia e diminuir a toxicida  sistêmica. Quando a cirurgia for de tempo prolongado e  para diminuiir a quantidade de anestésico e ter segurança no tempo cirúrgico instalamos na maioria das vezes cateter peridural além de realizarmos analgesia no pós operatório proporcionando ao paciente maior tranqüilidade e conforto. Manteremos o paciente sedado (Sedação leve ) durante toda a  cirurgia com propofol em bomba de infusão 50 ucg/kg/min.

Indicações da Peridural

Vantagens da Peridural

Desvantagens na Peridural

Anestesia Raquidiana

Este tipo de anestesia é realizado no neuroeixo (coluna vertebral) e o anestésico é injetado dentro da medula bloqueando as vias sensitivas e motoras. A técnica deste tipo de anestesia é da seguinte forma: após o paciente estiver monitorizado com cardioscopio, PANI, oximetro de pulso e com acesso venoso Gelco 18,  o paciente recebendo oxigênio 2l/min.  através de um cateter nasal o mesmo é sedado com dormonid 0,05-0,1MG/kg e 1 ml de fentanil ( 50ucg ) endovenoso o paciente é posicionado em decúbito lateral ( de lado ) faremos a anti-sepsia local e regional da punção com clorexedine alcoólica a 1% e realizamos a anestesia local com agulha de insulina 13x4,5 e xylocaina a 2% s/ vasoconstritor de todo plano que agulha de raque  ira percorrer. Fazemos a anestesia com neocaína pesada 0,5 %. Está anestesia é feita para cirurgia de 3 horas de duração quando não utilizamos adjuvantes como clonidina e morfina dos quais a segunda opção preferimos não utilizar devido a náusea e vômito que a mesma pode provocar, que não seria nada bom para o pós operatório de uma cirurgia plástica. O paciente é mantido em sedação leve com propofol em bomba de infusão continua com dose de 40ucg/kg/min.

Indicação da Raqui

Vantagens da Raqui

Desvantagens da Raqui

 

Um pouco da História da Anestesia

As práticas anestésicas existem há tempos, apesar da especialidade só ter evoluído a partir da metade do seculo IX e só seria considerada como especialidade em menos de 6 décadas atrás.Os profissonais da área da saúde da época usavam a papoula ( ópio ), folhas de coca, raiz de madrágora e o álcool para permitr que os cirurgiões operassem. É interessante que os egípcios usavam uma mistura da papoula (morfina ) e hiosciamos ( hiosciamina e escopolamina ). Um mistura similar, morfina e escopolamina usada até hoje por via venosa como medicação pré-anestésica. A anestesia regional da antiguidade tinha como técnica a compressão de troncos nervosos provocando isquemia ( isquemia nervosa ) ou aplicação de frio no local ( crioanalgesia ) que acabava provocando neurolise ( destruição do tecido nesvoso ) bloqueando a sensibilidade. Os procedimentos na época eram limitados a fraturas, feridas trumáticas, amputações e a retiradas de cálculo de bexiga. Algumas civilizações chegaram a realizar trepanação do crânio ( abertura do crânio ). O cirurgião era considerado como bom cirurgião quando o mesmo era rápido nas cirurgias. A evolução da cirurgias foi prejudicada não apenas pela pobre compreensão da fisiopatologia, anatomia e assepsia cirúrgica mas também pela falta de técnicas anestésicas confiáveis e seguras. Estas técnicas evoluíram primeiro com anestesia inalatória, seguida de anestesia local e regional e por ultimo anestesia venosa.

Anestesia Inalatória

Os primeiros anestésicos gerais eram inalatório: éter, óxido nitroso e clorofórmio. O éter ( éter dietílico ) foi descoberto por Valerius Cordus em 1540, mas não foi usado como agente anestésico em humanos até 1842, quando Crawford W. Long e William E. Clark usaram-no em pacientes.

Quatro anos mais tarde, em Boston, em 16 de Outubro de 1846, William T. G. Morton demonstrou pela primeira vez a anestesia geral com o éter. O óxido nitroso foi produzido por Joseph Priestley em 1772, mas suas propriedades analgésicas só foram percebidas por Humphry Davy em 1800. Gardner Colton e Horace Wells na época foram os que levaram o crédito de terem sido os primeiros a usar o óxido nitroso em seres humanos em 1844. O clorofórmio foi preparado por Von Leibig, Guthrie e Soubeiran em 1831. Apesar de ter sido usado clinicamente como anestésico geral por Homes Coote em 1847, o clorofórmio foi introduzido na prática clinica pelo obstetra James Simpson, que o administrava às suas pacientes para aliviar a dor do trabalho de parto. O óxido nitroso era o menos popular dos três agentes inalatórios por causar hipóxia quando usado unicamente. O interesse pelo óxido nitroso não foi renovado até que Edmundo Andrews o administrou com oxigênio a 20% em 1868 o qual diminui o risco de hipóxia porém a popularidade do éter e clorofórmio fez com que o óxido nitroso fosse ofuscada.

O clorofórmio inicialmente superou o éter em popularidade em várias áreas, mas os relatos de arritmias cardíacas e a hepatotoxidade relacionadas com o seu uso fez os anestesiologistas o abandonarem e dar preferência ao éter. Mesmo com o surgimento de outros anestésicos inalatórios como o cloreto de etila, etileno, éter divinílico, ciclopropano, tricloroetileno e fluroxeno o éter permaneceu o anestésico geral de preferência até o inicio de 1960.

O único anestésico geral que rivalizou a segurança e a popularidade do éter foi o ciclopropano. Infelizmente ambos são muitos combustíveis e tem sido substituídos por hidrocarbonos fluorinados não inflamáveis: Halotano desenvolvido em 1951 e liberado em 1956, Metoxiflurano desenvolvido em 1958 e liberado em1960, Enflurano desenvolvido em 1963 e liberado em 1973 e o Isoflurano desenvolvido em 1965 e liberado em 1981.

Continuando o desenvolvimento de novos agentes surgiu o Desflurano que foi liberado em 1992 o qual tem alguma semelhança ao Isoflurano como a rápida captação e eliminação do Óxido Nitroso quando usado juntos.

O sevoflurano também tem baixa solubilidade, mas a preocupação com a potencialidade de produção de metabólitos tóxicos atrasou sua liberação até 1955 nos Estados Unidos.

 

Anestesia Local e Regional

Em 1855 a cocaína foi isolada da folha da coca por Gaedicke e purificada por Albert Neimann. O cirurgião William Halsted demonstrou em 1884 o uso de cocaína para infiltração intradérmico e bloqueio de nervos como; nervo facial, plexo braquial e os nervos pudendos e tibiais posterior. Neste mesmo ano Carll Koller, médico oftalmologista deu origem à anestesia local usando cocaína tópica no olho como anestésico para realizar uma cirurgia nos olhos de uma paciente.

Alfred Einhorn em 1904 sintetizou a procaína e Heinrish Braun foi o primeiro a utilizá-la como anestésico clínico. Heirish também foi o primeiro a acrescentar a adrenalina com intuito de prolongar a ação dos anestésicos locais. A primeira raquianestesia foi realizada em 1898 por August Bier; ele usou 3 ml de cocaína intratecal a 0,5%. August Bier realizou também pela primeira vez em 1908 a anestesia regional intravenosa a qual foi denominada como Bloqueio de Bier, usada até hoje em cirurgias rápidas de membros superiores e inferiores.

A anestesia peridural caudal foi descoberta por Ferdinand Cathelan e Jean Sicard. A peridural lombar foi descrita pela primeira vez em 1921 por Fidel Pages e novamente em 1931 por Achille Dogliotti.

 

Anestesia Intravenosa

1. Agentes Indutores

A primeira tentativa de realização de anestesia intravenosa foi com o uso de hidrato de cloral em 1872, por Oré, clorofórmio e éter por Burkhardt, em 1909, e a combinação de morfina e escopolamina por Brendefeld, em 1916.

Em 1903 Fisher e Von Mering sintetizaram os barbitúricos, sendo o dietilbarbitúrico (barbital) o primeiro utilizado, mas só com surgimento do hexobarbital, em 1927, que a indução com barbitúrico se tornou popular. O tiopental, sintetizado por Volwiler e Tabern em 1932, foi usado primeiramente por John Lundy e Raph Waters em 1934 e permanece o agente indutor mais comumente utilizado em anestesia. Para pré-medicação, indução, suplementação da anestesia e sedação intravenosa os benzodiazepínicos são usados com freqüência, o diazepam descoberto em 1959, lorazepam em 1971, e o midazolam em 1976, sendo este ultimo o mais utilizado atualmente como medicação pré-anestesica e sedação. A cetamina foi sintetizada em 1952 por Corssen e Domino e liberada em 1970, foi à primeira medicação endovenosa a apresentar poucos efeitos depressores respiratórios e cardíacos. O etomidato foi sintetizado em 1964 e liberado em 1972 e bastante usado atualmente em anestesia endovenosa para pacientes portadores de cardiopatia, pois possui pouco efeito depressor circulatório e respiratório.

Em 1989 a anestesia endovenosa teve um grande avanço com o surgimento do propofol devido sua ação curta e metabolização rápida, é muito utilizado atualmente em cirurgia ambulatorial.

2. Relaxantes Musculares

Harold Griffith e Enid Johnson em 1942 utilizaram pela primeira vez o curare o qual foi uma grande descoberta na anestesia como relaxante muscular, facilitando a entubação traqueal e proporcionando para o cirurgião facilidade no caso de cirurgias abdominais, as quais necessitam muito do relaxamento para melhor acesso a cavidade abdominal. Antes da descoberta do curare, utilizavam-se altas doses de anestésicos para obter relaxamento muscular, e com isso surgia também varias complicações como depressão respiratória e circulatória e recuperação prolongada do paciente, vários pacientes debilitados não resistiam a elas. Vários relaxantes foram introduzido em busca de um relaxante ideal com pouco efeito colateral, surgiram então a galamina, o decametônio, a metocurina, o alcurônio e o pancurânio . A busca do relaxante muscular ideal persistiu e surgiram com menos efeito colateral o vecuronio, o atracurio, o pipecurônio e o dexacúrio.

Em 1949, Bovet sintetizou a succinilcolina a qual foi liberada em 1951 e a mesma foi considerada o relaxante padrão para entubação traqueal, pois possui um efeito rápido e duração também rápida, porém possui alguns efeitos indesejáveis como taquicardia, pela liberação de potássio, fasciculações musculares no momento da injeção, a qual pode provocar dores musculares e mais importante pode levar o paciente a hipertermia maliguina o qual é muito raro. O rocurônio é um relaxante muscular de ação intermediária com inicio de ação rápido, que se aproxima da succinilcolina porém tem menos efeitos colaterais.

3. Opioides

A morfina foi isolada do ópio em 1805 por Sertuner. Os efeitos colaterais deste opioides quando usado com anestésico endovenoso fez com que muitos anestesistas na época abandonassem seu uso, levando os mesmos a usarem a anestesia inalatoria pura. Somente em 1939 com o surgimento da meperidina que retornou o interesse pelos opioides. Lundy introduziu a anestesia balanceada, utilizando, tiopental para indução, óxido nitroso para amnésia, meperidina para analgesia, e curare como relaxamento muscular.

Em 1969, Lowenstein empregou a morfina, mas o fentanil, o sufentanil e o alfentanil vieram substituí-la completamente. Recentemente nos dias atuais existe o remifentanil, opióide ideal para anestesia venosa, pois possui metabolização rápida a qual ocorre por esterases plasmáticas não especificas e pelos tecidos, porém pouco utilizada pelo custo.

 

Conheça um pouco mais sobre Dr. Hussein Fayez Mohana - Anestesista Londrina, Paraná, Brasil, para a Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica

Dr. Hussein Fayez Mohanna, formado pela Universidade do Oeste Paulista concluído no final de 2002. Realizou residência médica no CET S. ANEST. HOSPITAL EVANGELICO DE LONDRINA-PR reconhecida pelo MEC e SBA NO PERÍODO DE 2003 á 2005.

Participações em Cursos e Congressos

LASRA-BR-LATIN AMERICANSOCIETY OF REGIONAL ANESTHESIA-CONGRESSO DE ANESTESIA REGIONAL E CONTROLE DA DOR realizado no INSTITUTO DE ENSINO E PESQUISA DO HOSPITAL SÍRIO LIBANES, em São Paulo-SP

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA EM CARDIOLOGIA, promovida pela comissão de RESSUSCITAÇÃO CARDIOPULMONAR DO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO REGIONAL DO NORTE DO PARANÁ- UEL

SUPORTE AVANÇADO DE VIDA EM ANESTESIOLOGIA-SAVA realizado pela SOCIEDADE DE ANESTESIOLOGIA DO ESTADO DE SÃO PAULO-SAESP.

 

Entre em contato com a Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica

Saiba mais sobre Anestesia, Londrina, entrando em contato com a Clínica Zamarian de Cirurgia Plástica Estética e Reparadora.

Dr. Walter Zamarian Jr é Cirurgião Plástico membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e atende em Londrina e Cornélio Procópio, Brasil, e Exterior. Agende uma consulta com Dr. Zamarian para saber mais sobre como ele pode ajudar você a Realizar seus objetivos estéticos.

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Dr. Walter Zamarian Jr.
Cirurgia Plástica em Londrina, Paraná

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CEP 86010-160
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